quarta-feira, 3 de junho de 2020

MARABÔ OBATALÁ, NOVO LIVRO DE CLAUDIO DANIEL



















Oriki é o poema ritual da tradição iorubá, cantado até hoje nos terreiros de candomblé, celebrando os orixás. Quem introduziu o oriki no Brasil foram os negros africanos, escravizados no período colonial-monárquico, que conservaram as suas tradições religiosas sob o aparente sincretismo com o culto aos santos da devoção cristã. As primeiras traduções desses textos orais para o idioma português em forma poética elaborada foram realizadas por Antonio Risério em seu belíssimo livro Oriki orixá, publicado pela editora Perspectiva na coleção Signos, dirigida por Haroldo de Campos (antes do notável trabalho tradutório de Risério, circularam entre nós versões literais desses cantos sagrados, feitas por estudiosos como Pierre Verger). Em seu livro, Risério apresenta aos leitores excelentes ensaios críticos e traduções de alguns desses poemas cantados. Ricardo Aleixo publicou orikis de sua autoria no livro A roda do mundo. Ricardo Corona, Fabiano Calixto e Frederico Barbosa também escreveram bons orikis. Minha pesquisa nesse campo procura manter elementos do oriki tradicional -- os nomes e epítetos dos orixás, pequenas narrativas, provérbios e mitos, incorporando referências à situação do país, que desde 2013 vive sob grave crise política e social, que redundou no golpe de estado de 2016 e no atual regime de exceção. Todos os poemas que compõem este livro foram escritos entre fevereiro e março de 2015, com exceção do oriki de Orunmilá, redigido em 2006, e os de Oxaguiã, Ikú e Otim, elaborados entre 2016 e 2017. As linhas apresentadas em itálico no interior dos poemas são citações de “pontos ” cantados em terreiros de umbanda no Brasil e os textos são apresentados conforme a ordem do xirê cantado no candomblé (adotamos a sequência estabelecida por Pierre Verger no livro Orixás, com poucas variações ). Minha seleção de 21 orixás incorporou divindades cultuadas nas nações ketu e jejê. No final do volume, apresentamos um glossário com as palavras em iorubá que aparecem nos poemas. A primeira edição desta obra, impressa, saiu em 2015, com o título O livro dos orikis; a nova versão, que o leitor tem agora em mãos, apresenta, além dos novos poemas, a revisão dos mais antigos. O título adotado nesta versão, Marabô Obatalá, é composto por nomes de Exu e Oxalá, orixás que abrem e fecham as cerimônias de candomblé (Marabô é um nos nomes ou qualidades de Exu, e Obatalá, de Oxalá).

Agradeço ao Babalorixá Armando de Oxaguiã e a Conceição Silva pela leitura atenta deste livro, ensinamentos e comentários.

Este livro é dedicado à memória de Pierre Fatumbi Verger (1902-1996).

terça-feira, 2 de junho de 2020

80 POETAS CONTRA O FASCISMO




















O livro 80 Balas, 80 Poemas,  organizado por Claudio Daniel, já está disponível em edição eletrônica, elaborada pela editora de arte da revista Zunái, Andréia Carvalho Gavita, confiram! https://www.revistazunai.org/80-balas-80-poemas?fbclid=IwAR30E3Zx4mGNNDK_bSCihO_F9Rr2dkXzMGLYBcSX4MEYYrV5D1nOtoQ8BzY

sexta-feira, 6 de março de 2020

LANÇAMENTOS DE CLAUDIO DANIEL





Fiore occipitale è il nome della testa, antologia bilíngue, português-italiano, de Claudio Daniel, com traduções de Alessandro Mistrorigo (editora Lumme). O lançamento será no dia 14 de março, sábado, a partir das 18h30, durante o Recital da Caixa Preta que acontecerá no restaurante palestino Al Janiah, localizado na rua Rui Barbosa, 269, no bairro do Bexiga, na cidade de São Paulo. Será uma festa da poesia e de uma excelente comida árabe!.







Caminhos do Rio Vermelho, diário poético de Claudio Daniel com a narrativa de uma viagem a Salvador, entremeada de haicais e ilustrada com sumiês de Suely Shiba. (Galileu Edições) O lançamento será também no dia 14 de março, sábado, a partir das 18h30, durante o Recital da Caixa Preta que acontecerá no restaurante palestino Al Janiah.




Fuyú, livro de tankas -- gênero poêtico japonês formado por um terceto e um dístico -- que lançarei no dia 14 de março, no Recital da Caixa Preta. A publicação sairá pela editora Córrego e o ideograma da capa foi caligrafado pelo sensei Getsusen Kobayashi .


domingo, 1 de março de 2020

PALESTRA SOBRE O FAUSTO DE GOETHE





Palestra de Claudio Daniel sobre o Fausto de Goethe via Skype no dia 07 de março, sábado, das 15h às 17h. Investimento: R$ 30,00. Número de vagas: 20. Informações pelo e-mail claudio.dan@gmail.com.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

NAZISTAS



O filme Mephisto, do diretor húngaro István Szabó, apresenta a história de um ator de teatro alemão que converte-se ao nazismo, abandona a amante negra e os amigos comunistas para alçar cargos importantes no III Reich e usufruir os privilégios de quem estava associado ao novo regime. A triste saga do oportunista que troca princípios por vantagens pessoais é encenada no Brasil por pessoas como ROBERTO ALVIM, diretor de teatro medíocre convertido ao bolsonarismo e que hoje, na posição de diretor da Funarte persegue e ofende artistas do nível de Fernanda Montenegro. No campo literário, temos MARCELO TÁPIA, escrevinhador de talento escasso que, na posição de diretor da Casa das Rosas, impõe uma lista negra de poetas que não podem se apresentar na instituição, por não comungarem com o seu ideário tucano e sionista. Serei sempre grato aos deuses por estar entre os censurados, e não junto aos colaboracionistas do obscurantismo, que serão julgados pela história.