sexta-feira, 23 de agosto de 2019
SENZALA BRASIL
Claudio Daniel
A sociedade
brasileira sempre esteve dividida entre a Casa Grande e a Senzala. Vivemos em
um país que impôs a exclusão social, os preconceitos racial, religioso, de
classe, de orientação sexual e de gênero desde o início da colonização
portuguesa, no século XVI, até os dias atuais. Para compreendermos a tragédia
brasileira, portanto, é necessário estudarmos as nossas raízes coloniais, e em
particular a formação da elite brasileira, que nasceu com as capitanias
hereditárias, os engenhos de cana-de-açúcar, a imposição do cristianismo, o trabalho
escravo, a submissão da mulher e a dependência política, econômica e cultural em
relação à metrópole. Nunca nos emancipamos do colonialismo e do imperialismo –
primeiro o português, depois o inglês e o norte-americano; sempre fomos uma
imensa feitoria, fornecedora de matérias-primas e mão-de-obra barata para as
potências capitalistas hegemônicas, além de oferecermos um mercado de dimensões
continentais para as mercadorias e capitais excedentes das nações ricas, sem desenvolvermos
um projeto autônomo de civilização.
A burguesia brasileira
renunciou ao seu papel histórico de promover uma revolução democrática que
criasse um estado laico com verdadeiras instituições republicanas, promovesse
os direitos básicos de cidadania, eliminasse a fome, a miséria, o
analfabetismo, o atraso cultural e permitisse o desenvolvimento em larga escala
das forças produtivas. A elite industrial da Terra de Santa Cruz abdicou de
qualquer vocação democrática ou progressista e preferiu manter a sua aliança
com o latifúndio – rebatizado de “agronegócio” –, o capital financeiro
internacional e a dominação imperialista para a exploração brutal da classe
trabalhadora, em vez de investir na
construção de um país moderno, democrático e soberano. Podemos comprovar essa
afirmação com facilidade, pelo simples exame dos fatos recentes da política
brasileira após o golpe de estado de 2016, como o apoio do empresariado urbano,
e em particular da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), à flexibilização do conceito de
trabalho escravo no campo, implementada pelo governo ilegítimo de Michel Temer
(PMDB). Outros exemplos poderiam ser apresentados em defesa de nossa tese, como
o apoio empresarial à liquidação dos direitos trabalhistas e previdenciários,
ao congelamento dos investimentos públicos em saúde e educação por vinte anos,
aprovado no Congresso Nacional, à privatização de usinas hidroelétricas,
serviços públicos e empresas estatais rentáveis, em benefício de investidores
internacionais, sem falarmos dos leilões dos campos de pré-sal a preço vil e da
venda de ações dos bancos públicos a grupos privados, numa operação de completa
destruição do país, que supera as desgraças anteriores de nossa história
recente, e em particular a ditadura militar implantada em 1964, que perdurou
até 1985, e o período neoliberal seguinte, que atingiu o seu apogeu nos governos
de Fernando I (Collor de Mello) a Fernando II (Henrique Cardoso). A ausência de
um projeto civilizacional autônomo, soberano e de longo prazo por parte da
elite brasileira, que se contenta com o papel de capitão-do-mato do grande
capital internacional, é a raiz de todo o nosso infortúnio. Para compreendermos
a formação histórica e o caráter predatório dessa elite, um livro é
fundamental: Casa grande & senzala,
do grande sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, que comentaremos a seguir neste
artigo.
Publicado pela
primeira vez em 1933, Casa grande &
senzala apresenta um retrato da sociedade aristocrática, patriarcal, branca,
cristã e escravocrata do período colonial brasileiro, entre os séculos XVI e
XIX. Neste
livro notável, Gilberto Freyre faz uma descrição minuciosa da alimentação,
vestuário, higiene, saúde, arquitetura, mobiliário, vida cotidiana,
sexualidade, religiosidade, meio ambiente, comércio e outros aspectos da vida
colonial brasileira, e em especial da miscigenação entre europeus, negros e
índios, um dos temas centrais da obra, em um estilo de grande beleza literária;
o que nos interessa no presente artigo, no entanto, é o estudo realizado pelo
autor sobre a economia colonial e os hábitos e práticas da elite dirigente. Já
no prefácio de sua obra, o autor caracteriza a atividade econômica desenvolvida
no Brasil na época das capitanias hereditárias de “monocultura latifundiária”
que “exigia uma enorme massa de escravos” e que teve como consequências a
concentração da terra “numa grande extensão em volta aos engenhos de cana”,
onde não se praticava a policultura, nem a pecuária. “Na zona agrária
desenvolveu-se, com a monocultura absorvente, uma sociedade semifeudal – uma
minoria de brancos e brancarões dominando patriarcais, polígamos, do alto das
casas grandes de pedra e cal, não só os escravos criados aos magotes nas
senzalas como os lavradores de partido, os agregados, moradores de casas de
taipa e de palha, vassalos das casas-grandes em todo o rigor da expressão”.
Freyre critica a monocultura latifundiária,
concentrada nos engenhos de cana-de-açúcar, apontando os seus “males profundos,
que têm comprometido, através de gerações, a robustez e a eficiência da
população brasileira”, comprometendo a sua saúde, além de prejudicarem o solo.
“Entre outros males, o mau suprimento de víveres frescos, obrigando grande
parte da população ao regime de deficiência alimentar caracterizado pelo abuso
do peixe seco e de farinha de mandioca (a que depois se juntou a carne de
charque); ou então ao incompleto perigoso, de gêneros importados em condições
péssimas de transporte, tais como as que precederam a navegação a vapor e o
uso, recentíssimo, de câmaras frigoríficas nos vapores”. Compreenda-se: na
economia de monocultura açucareira voltada para a exportação à metrópole, não
havia espaço para o cultivo de verduras, legumes, árvores frutíferas, nem a
criação de gado doméstico para a alimentação de casa. Frutas e carnes eram
importadas da Europa, em caravelas, e pela ausência de recursos de conservação
artificial e tempo da viagem, os alimentos chegavam aqui muitas vezes
estragados. Do mesmo modo, importava-se quase tudo da metrópole, desde
vestuário, joias, peças de decoração e armas até ferramentas de trabalho. Toda
a atenção de nossos incipientes capitalistas estava concentrada no cultivo e
exportação do açúcar e no lucro imediato oferecido por esse negócio, sem
nenhuma preocupação com a criação de outras atividades econômicas, mesmo para a
sobrevivência imediata. A alimentação inadequada, tanto dos senhores quanto dos
escravos, resultava na “diminuição da estatura, do peso e do perímetro
torácico; deformações esqueléticas; descalcificação dos dentes; insuficiências
tiróidea, hipofisária e gonodial provocadoras de velhice prematura, fertilidade
em geral pobre, apatia, não raro infecundidade”. As empresas coloniais não
estavam preocupadas com a construção de uma nação próspera, de economia
diversificada, mas simplesmente com a exploração intensiva da terra, com o uso
do trabalho escravo, para a obtenção de lucros rápidos nas exportações para a
metrópole – lucros que seriam usados, posteriormente, para a importação de
manufaturas dessa mesma metrópole, num círculo vicioso de dependência.
No centro desse sistema perverso estava a casa grande,
“completada pela senzala”, que representava “todo um sistema econômico, social,
político: de produção (a monocultura latifundiária); de trabalho (a
escravidão); de transporte (o carro de boi, o banguê, a rede, o cavalo); de
religião (o catolicismo de família, com capelão subordinado ao pater famílias,
culto dos mortos etc.); de vida sexual e de família (o patriarcalismo
polígamo); de higiene do corpo e da casa”, escreve Freyre. Senhores absolutos nesse
sistema, os grandes proprietários rurais dispunham a seu bel prazer da vida e
integridade moral e física dos africanos e índios escravizados, de suas
mulheres e filhos, todos tratados como se fossem animais ou coisas, destinados
ao prazer e ao lucro de seus senhores. Dispunham até mesmo dos corpos de
escravos ou familiares mortos, enterrados dentro da casa grande, numa suposta
continuidade das relações de controle e posse, mesmo após a morte física. Conforme
escreve o autor pernambucano: “Conta-se que o Visconde de Suaçuna, na sua casa
grande de Pombal, mandou enterrar no jardim mais de um negro supliciado por
ordem de sua justiça patriarcal. Não é de admirar. Eram senhores, os das casas
grandes, que mandavam matar os próprios filhos. Um desses patriarcas, Pedro
Vieira, já avô, por descobrir que o filho mantinha relações com a mucama de sua
predileção, mandou matá-lo pelo irmão mais velho”. Freyre descreve ainda, em
detalhes, as sevícias sofridas pelos meninos negros, tratados como animais de
estimação, objetos sexuais ou alvos de humilhação e de tortura por parte das
crianças brancas; o estupro das escravas pelos senhores de engenho, e posterior
castigo das negras pelas esposas brancas, que as mandavam torturar das mais
sádicas maneiras, desde a extração de todos os dentes das pobres diabas pelo
capataz até a morte no tronco, sob a tortura ininterrupta do açoite.
O espaço desta coluna, com certeza, é
insuficiente para analisarmos em profundidade todos os temas desenvolvidos por
Freyre em sua obra-prima, mas o que expusemos até aqui acreditamos ser
suficiente para despertamos o interesse do leitor disponível para a leitura
integral desse grande livro. Claro: o autor pernambucano possui limitações: Casa grande & senzala peca pela
ausência de informação sobre o trabalho escravo na lavoura (o autor concentra a
sua atenção nos escravos domésticos que trabalhavam
na Casa Grande), a miscigenação é apresentada de uma forma idealizada, a luta
de classes nunca aparece (a resistência dos quilombos, por exemplo), como se
não existisse, e os conceitos de raça utilizados por Freyre, comuns nas
primeiras décadas do século XX, estão hoje completamente ultrapassados. Apesar
de todas as críticas que podem ser feitas ao livro -- que data de 1933 --, é
impossível resistirmos à sua prosa elegante e saborosa. Casa grande & senzala é um dos livros basilares
para compreendermos a nossa formação nacional, ao lado de outras obras
clássicas, como O povo brasileiro, de
Darcy Ribeiro, Raízes do Brasil, de
Sérgio Buarque de Hollanda, História
econômica do Brasil, de Caio Prado Jr., e Os
sertões, de Euclides da Cunha, que nos ajudam a compreender porque até hoje
fomos incapazes de criarmos uma civilização.
domingo, 7 de julho de 2019
CONVERSA SOBRE O BRASIL COM UM POETA CHINÊS
País tão sombrio –
como um arco-íris
negro;
como um cão
negro
e outros cães,
todos negros;
luz negra,
jade negro, pele negra,
sangue negro,
soldados
brancos e negros
que matam
negros,
uma, duas, três,
até oitenta vezes;
palavras escuras
secam na boca,
costurada;
nenhum pensamento
é possível
aqui,
só o telejornal
zumbi;
Em qual língua
é possível
expressar
este açougue
de carne humana?
Este é o relógio
do medo,
estes são os dez dedos
do medo
Há sobreviventes?
Uma palavra cai, duas,
três palavras, numa tigela
vazia.
Um rato é o nosso rei.
Relâmpago ilumina
flor mínima, no caminho
das antiflores.
2019
terça-feira, 28 de maio de 2019
CONFISSÕES DO CATADOR DE PAPEL
Para
Luciano Macedo
Folhas amarelas
caem na calçada:
brisa de outono.
Farol vermelho pisca
para carros cegos.
Revistas velhas,
folhas de jornal,
caixas de papelão:
recolho os resíduos
dos brancos e ricos
que desprezam
minha classe,
minha pele.
Numa tarde de sol,
assisti à incompreensível
cena de fuzilamento:
corri para socorrer
o ocupante do veículo
e também fui alvejado.
Agora, os brancos e ricos
podem dormir tranquilos:
há dois pobres a menos
no Rio de Janeiro.
Poema inédito de Claudio Daniel, 2019
sexta-feira, 15 de março de 2019
KITSUNE
Para Alexia Bibi
Raposinha pink fox
singer —
olhos de girassol
olhos de giralua
a mais incrível
comedora de pizzas
da Vila Mariana.
Kawaii de-mil-e-um-talentos
inventa virtuais
lobos híbridos
com chifres de alce
e asas de falcão
no game do computador.
Bibi Blue Chan,
youtuber, desenhista,
que ama border collies,
raposas e unicórnios.
Só uma coisa incomoda
t-e-r-r-i-v-e-l-m-e-n-t-e
a cantora kitsune
com olhos de mangá:
levantar às seis
para a lição
de matemática:
hora de rebelião,
revolta, revolução.
Após a tempestade
e a volta para casa,
tudo se aquieta
com búrgueres
marshmallow
milkshakes
e corn flakes.
Poema inédito de Claudio Daniel, 2019
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
CAMINHOS DO RIO VERMELHO
Riscos verdes e
vermelhos que nos acompanham
-- Raul Bopp
I
Campo branco – catarata – lençol de linho –
miolo de pão – ilhas esbranquiçadas num mar azul: alcateia de nuvens – sol de janeiro – pela janela do avião.
II
(Iansã, senhora-dos-raios-e-dos-ventos, agita
o eruexin – zona de turbulência.)
III
Do branco ao verde – caminho de bambus – verdes
arcos estirados ao céu – do verde ao
branco da praia – o mar misturado ao sol.
IV
Praia de Itapuã (a) – pedras negras, limo verde, areia sem cor – casal passeia de
mãos dadas.
V
Praia de Itapuã (b) – coqueiros, muro branco
do farol, menina corre para o mar, versos de uma canção.
VI
Visita à casa de Vinícius: retrato de
Iemanjá, máquina de escrever, violão, telefone,
foto de Mãe Menininha, sereia de barro com os seios nus.
VII
Na primeira pousada em que nos hospedamos –
eu, Scheila e Bibi –, em Stella Maris, escrevi este haicai:
Árvore de flores vermelhas
faz sombra
para o gato.
VIII
Esta é a terceira vez que visitamos Salvador.
Roteiro amoroso, entre praias e igrejas, moquecas, bobós, acarajés. A cidade, suas
cores e cheiros: tudo parece mais vivo e sanguíneo, música da pele que ensina o
sol a dançar.
Ao som do berimbau
meninos jogam
capoeira de verão
IX
Caminhos do Rio Vermelho (a): dia de festa da senhora das águas. Atabaques,
batuques, flores brancas e azuis, tatuagens decotadas de negras, muvuca
sagrada.
X
Caminhos do Rio Vermelho (b): blocos de foliões saúdam Mamãe
Janaína, filhos de Gandhi e filhos de Marx trazem espelhos, fumo, perfumes, foice
e martelo, Odoyá, Iemanjá!
XI
Após a festa da dona das águas, seguimos
para o Hotel do Convento, no Pelourinho. Meninas tocam tambores no Carmo.
Baianas posam para fotos com turistas, entre quiosques de cocada. Malandros oferecem
rezas contra o mau-olhado.
XII
Na Ladeira do Paço, onde Anselmo Duarte filmou
o Pagador de promessas, ponto de
encontro de skatistas, grafiteiros, acrobatas e tocadores de tambor, escrevi mais um haicai:
Nos degraus
da escada de pedra
acrobacia de verão
XIII
Feira na Rua da Cabeça. Scheila escolhe
flores para o buquê, entre cheiros de alecrim, manjericão, alfazema, hortelã, rosas
brancas e frutas frescas. Aqui você encontra de tudo, até o que não deseja
comprar.
XIV
Convento do Carmo, no centro do Pelourinho. Casamento
barroco, após a festa de Iemanjá. Bibi enfeita o portão da capela com fitinhas
azuis e espalha pétalas de rosas pelo chão. Pedro Costa toca Led Zeppelin ao
violão, na entrada dos noivos. Scheila toda de branco, vestido branco, brincos
brancos de pérola, Claudio de branco e azul, os ladrilhos portugueses, também
brancos e azuis. Juiz de paz realiza a cerimônia junto a um pequeno móvel
japonês do Período Nanbam. Beijos e cliques.
Escrevi um poema para o casamento, chamado Mapa do Céu:
Lua-de-mim
amor-em-pele-de-oxum
moça-de-olhos-quase-céu
amor-em-pele-de-oxum
moça-de-olhos-quase-céu
acende a palavra vermelha
no mais fundo de mim
sempre comigo sempre contigo
sempre comigo sempre contigo
amor-em-pele-de-oxum
lua-olhos-lua-boca-lua-pele-lua-pés
no mais fundo de mim
lua-olhos-lua-boca-lua-pele-lua-pés
no mais fundo de mim
anoitece-me enlouquece-me
moça-de-olhos-quase-céu
sempre comigo sempre contigo
moça-de-olhos-quase-céu
sempre comigo sempre contigo
Lua de mim
XV
Caminhos do Rio Vermelho (c): Scheila atira as pétalas do buquê de
casamento no mar, oferenda a Iemanjá.
Fitas azuis
flores brancas
flutuam no mar
XVI
Durante a viagem, soubemos da tragédia em Minas
Gerais. Rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, centenas de mortos e
desaparecidos. Meus olhos pensam: tanta beleza, tanta tristeza. A Vale é uma
das maiores empresas de mineração do mundo, privatizada por FHC nos anos 90 por
uma fração mínima de seu valor de mercado, e pouco se importa com medidas de
segurança e proteção ambiental. Revoltado, escrevi os últimos haicais dessa
jornada, antes de voltarmos ao ponto de partida:
Criança suja de barro
aperta no peito
filhote de cão.
Olhos, pés, mãos
bocas de lama:
vivos ou mortos?
Olhos, pés, mãos
bocas de lama:
vivos ou mortos?
Chuva de lama:
animais atolados
são mortos a tiros
são mortos a tiros
Moça coberta de lama
o seu rosto
fluem escombros
na água escura
CLAUDIO DANIEL, VERÃO DE 2019
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
POÉTICAS ORIENTAIS
Uma
viagem pela poesia da Índia, China, Coreia e Japão. Esta é a proposta do curso
POÉTICAS ORIENTAIS, ministrado por Claudio Daniel, que acontecerá a partir do
dia 07 de março. Todas as aulas serão realizadas à distância, via internet
(Skype), sempre às quintas-feiras, no horário das 20h às 21h30, e incluem apostilas e bibliografia.. Durante os encontros, com duração de um
semestre, serão discutidos temas como as bases filosóficas da poesia e da arte
orientais – hinduísmo, budismo, taoísmo, confucionismo, xintoísmo --, os temas
e as formas poéticas praticadas em cada uma dessas literaturas, seus autores e
obras principais, com a leitura de traduções poéticas feitas a partir dos
textos originais por especialistas renomados e obras teóricas de apoio. A inscrição
para o curso é gratuita e a mensalidade é de R$ 100,00. Se você quiser fazer a sua inscrição para
participar do curso ou obter mais informações, basta escrever para o professor
Claudio Daniel neste grupo mesmo ou pelo e-mail claudio.dan@gmail.com
Claudio
Daniel é doutor em
Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP),
onde defendeu a tese “A recepção da poesia japonesa em Portugal”. Curador de
Literatura e Poesia no Centro Cultural São Paulo entre 2010 e 2014. Colaborador
da revista CULT. Editor da Zunái, Revista de Poesia e Debates. Publicou os
livros de poesia Sutra (1992), Yumê (1999), A sombra do leopardo (2001),
Figuras Metálicas (2005), Fera Bifronte (2009), Letra Negra (2010), Cores para
cegos (2012), Cadernos bestiais (2015), Esqueletos do nunca (2015), Livro de
orikis (2015) e o livro de contos Romanceiro de Dona Virgo (2004). Como
tradutor, publicou a antologia Jardim de camaleões, a poesia neobarroca na
América Latina (2004), entre outros títulos. Em Portugal, publicou a antologia
poética pessoal Escrito em Osso.
ZUNÁI, REVISTA DE POESIA & DEBATES
FEVEREIRO / 2019
Entrevista com Andreia
Carvalho Gavita
Traduções: Wang Wei, Kim Ki Taek, Jonathan Swift, Robert Creeley
Poemas: Fernando Aguiar (Portugal), Jorge
Arrimar (Angola), León Félix Batista (República Dominicana), Roberto Echavarren
(Uruguai), Armando Roa Vial (Chile), Rodolfo Hasler (Cuba), Charles Perrone
(EUA), Antônio Moura, Scheila Sodré, Diana Junkes, Lígia Dabul, Noku Doi
Prosa de Claudio Daniel
Galeria: telas de Francisco
dos Santos
Especiais: O genocídio
indígena no Brasil
Ensaios:
Males secretos de Virgílio: atonia e degradação em Belém do Grão Pará,
de Dalcídio Jurandir, por Jonathan Pires Fernandes
Opinião:
CADERNOS DA PALESTINA
Zunái, Revista de Poesia & Debates, www. zunai.com.br
Preço: Inconcebível. Inefável.
Onde encontrar: no ciberespaço, essa “gran cualquierparte”
(Vallejo).
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