Cantar a Pele de Lontra IV

"Só o raro me interessa, na era da banalidade"

domingo, 27 de outubro de 2024

DAMODARA

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    Onde começa onde termina o vento? Onde começa onde termina a curva branca da lua? Onde começa onde termina a cintu...
quinta-feira, 17 de outubro de 2024

ZUNÁI: VINTE ANOS DE GUERRILHA NO CIBERESPAÇO

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  Claudio Daniel Zunái, Revista de Poesia e Debates (https://www.revistazunai.org/), comemora vinte anos de guerrilha virtual no ciberespa...
sábado, 12 de outubro de 2024

O AZUL

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    Para Claude Monet   lago de azul-opiário-azul-equinócio azul mais azulino azul // azul não azul-ferrete azul não azul-da prú...
terça-feira, 13 de agosto de 2024

BALARAMA

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  Jade- branco-alvíssima pele lunar luz de clara luna olhos negros como a noite dos tempos noite negro-azul. Ele, o branco...
segunda-feira, 5 de agosto de 2024

À MANEIRA DE KLIMT

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  A mulher é infinita Yasunari Kawabata I   Meia-lua para iniciar um poema; letra   v   entre as coxas erguendo relâmpagos.   II ...
domingo, 4 de agosto de 2024

PELE

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    A noite nasce em teu umbigo, uma lua em cada mamilo lua cheia lua nova lobas uivando no triângulo invertido. O...

ELEGIA PARA UM LOBO

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  O que posso dizer enquanto que o lobo multiplicado em lobos ou aquele que nasceu embaixo da árvore e fala o idioma dos lobos s...

POEMA CONFESSIONAL N. II

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  Penso em teu sexo em tua caveira aberta repousada na mão esquerda de um filósofo louco. Penso em tuas pernas abertas mais claras...
sexta-feira, 2 de agosto de 2024

POEMA CONFESSIONAL N. I

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  Eu poderia ter dito apenas vermelho uma carta é o que menos se espera ou o mapa da lua aberto no escritório enquanto mísseis voa...

O CAVALEIRO DO MUNDO DELIRANTE

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  Para Murilo Mendes & a resistência palestina   I Caminho só numa noite escura com os cabelos já esbranquiçados e as mãos trêmulas muda...

YAMA

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    À  memória de Rubens Jardim   Quando Yamaraja, o deus da morte o mestre dos labirintos recebe a alma de um poeta as azaleias n...

NO LIMITE DA COR

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  Para Francis Bacon   HOMEM-CARANGUEJO olhos borrados de azul orelhas talvez de matéria sintética, para não ouvir nunca mais, n...

NOZ

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  Para Marc Chagall   Quando um estranho flutuou no palito de fósforo embebido de si mesmo contando os peixes do céu com os dedos de uma só ...

RETRATO

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    Para Edward Hopper   Mulher de chapéu amarelo sentada na mesa circular do café à beira da estrada; cabeça inclinada, olhos v...
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Claudio Daniel
Claudio Daniel é poeta, romancista, crítico literário e professor de literatura. Nasceu em 1962, na cidade de São Paulo (SP). Cursou o mestrado e o doutorado em Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo (USP). Realizou o pós-doutoramento em Teoria Literária pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É praticante de artes marciais japonesas -- Kenjutsu (a arte da espada samurai), Bojutsu (a arte do bastão longo) e Karatê.Foi diretor adjunto da Casa das Rosas, Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, curador de Literatura no Centro Cultural São Paulo e colunista da revista CULT. Atualmente, Claudio Daniel é editor da revista impressa GROU Cultura e Arte e ministra aulas online de criação literária no Laboratório de Criação Poética. Publicou diversos livros de poesia, ensaio e ficção, entre eles Cadernos bestiais: breviário da tragédia brasileira, Portão 7, Marabô Obatalá, Sete olhos e outros poemas e Dialeto açafrão (sob a lua de Gaza), todos de poesia, o livro de contos Romanceiro de Dona Virgo e os romances Mojubá e A casa das encantadas.
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