segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
FÓRUM SOCIAL MUNDIAL PALESTINA LIVRE
Caros, o Fórum Social Mundial Palestina Livre (FSMPL) acontecerá entre os dias 28 de novembro e 01 de dezembro, na cidade de Porto Alegre (RS). O evento é organizado por movimentos sociais, sindicatos, entidades estudantis e populares como a CUT, UNE, MST, Federação Árabe Palestina (Fepal) e conta com o apoio e participação da revista Zunái. Confiram abaixo algumas atividades do Fórum:
DIA 28 – QUARTA-FEIRA
A arte de resistência e
a solidariedade com o povo palestino
Prof. Claudio Daniel - Revista
Zunái; Eugênio Neves, Cartunista; Luciana Garcia, Historiadora e Natália
Forcat, Artista Gráfica
Entidade promotora:
FEPAL-Federação Árabe Palestina do Brasil
A atividade promoverá
análise/debate sobre as formas de resistência e solidariedade ao povo palestino
através da charge, poesia e outras artes.
14h às 16 h - Usina do Gasômetro - Casa Palestina
A economia politica da
ocupação da Palestina
Prof. Dr. Jabr Omar –
Universidade Federal de Pelotas
Entidade promotora:
FEPAL-Federação Árabe Palestina do Brasil
Propõe analisar os fatores
econômicos e geopolíticos por trás da ocupação da palestina. Desde a descoberta
do Petróleo na região do Oriente Médio, as grandes potencias sempre tiver
ambições que resultaram em estratégias politicas, econômicas e militares
visando o domínio da região. A Palestina, inserida nesse contexto, sofreu as
mais graves e conhecidas consequências dessa geopolítica internacional.
16h30 às 18:30 - Usina do Gasômetro - Casa Palestina
A comunidade palestina na
fronteira: afirmação cultural e força econômica
Profa. Liane Chipollino Aseff –
Historiadora
Entidade promotora:
FEPAL-Federação Árabe Palestina do Brasil
A atividade tem por objetivo
refletir sobre a trajetória dos imigrantes palestinos na cidade de Santana do
Livramento (RS) a partir da década de 1960. Nesse período a comunidade local
passou a conviver com uma cultura diferente, diversa daquela tida como
“fronteiriça”, o que inicialmente gerou certo encantamento, dado o “exotismo”
de sua cultura e métodos de vendas.
16:30 às 18:30 - Usina do Gasômetro- Casa Palestina
DIA 29 – QUINTA-FEIRA
A luta de resistência das mulheres palestinas
Entidades promotoras: Marcha
Mundial das Mulheres (MMM), Federação Democrática Internacional das Mulheres
(FDIM), União Brasileira de Mulheres (UBM), Confederação de Mulheres
Brasileiras (CMB), CUT, MST/Via Campesina, Kairós e outras
14
às 16 h - UFRGS - Federal - Salão de Festas – Reitoria
Da Muralha de Ferro aos Muros
de Separação
Prof. Dr. André Gattaz -
Historiador
Entidade promotora:
FEPAL-Federação Árabe Palestina do Brasil
Conferência com o historiador
André Gattaz, abordando aspectos históricos do conflito entre palestinos e
colonos sionistas, de maneira a melhor compreender o contexto atual da ocupação
israelense da Cisjordânia e a nova configuração do domínio sionista, baseada na
guetização da palestina por meio da construção dos muros de separação.
14 às 16 h - Usina do Gasômetro - Casa Palestina
As esquerdas palestina e
latino-americana: diálogos sobre a paz, a soberania e a descolonização
Entidades promotoras: Fundação
Perseu Abramo/FPA, Fundação Maurício Grabois/FMG, Foro de São Paulo/FSP
14 às 16 h – Assembléia
Legislativa – Plenarinho/Auditório
DIA 30 – SEXTA-FEIRA
A luta social na Palestina
ocupada
Entidades promotoras: Fundação
Maurício Grabois - FMG, Fundação Perseu Abramo - FPA e Foro de São Paulo – FSP
12:15 às 13:30 - Assembléia
Legislativa - sala Alberto Pasqualini (4º andar)
A Paz no Oriente Médio e a
Construção do Estado da Palestina
Entidades promotoras: Cebrapaz,
CMP, Capítulo Cubano del Foro Social Mundial, Movimiento Cubano por la Paz , OSPAAL, FEPAL, FEARAB
América
14 às 16 h – Assembléia
Legislativa – Auditório Dante Barone
Plenária "Estado da
Palestina Já”
Convocação do COMITÊ
PELO ESTADO DA PALESTINA JÁ! composto por 30 entidades nacionais:
CUT, FS, CTB, CGTB, UGT, NCST, CONTEE, CMP, Cebrapaz FDIM, MMM,
UBM, CMB, CMP, MST, CONAM, CNAB, MNU, UNEGRO, UNE, UBES, UJS, Juventude do PT,
FEPAL, FEARAB Brasil e América, BibliASPA, IJB, ABIB, IBEI.
O evento contará com várias
personalidades e autoridades nacionais e internacionais. A plenária definirá
ações propositivas de solidariedade ao povo palestino e será lido o Manifesto
“Estado da Palestina Já”.
16:30 às 18:30 – Usina do
Gasômetro – Casa Palestina
DIA 01 – SÁBADO
30 anos do Massace de Sabra e
Chatilla: heranças, cicatrizes e a sobrevivência dos refugiados
Lúcia Helena Issa – Jornalista e
escritora
Emir Mourad – Secretário Geral da
FEPAL
Nos dias 16, 17 e 18 de setembro
de 1982, o massacre nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, no
Líbano, deixou mais de três mil mortos. O ato criminoso foi executado por
milícias falangistas libanesas, com proteção e apoio do exército israelense,
que ocupava o país. A jornalista Lucia Helena esteve nos campos em 2010 e 2011
e conviveu com crianças, velhos, jovens, mulheres que carregam as cicatrizes da
chacina de parentes, amigos e familiares. Lúcia prestará seu testemunho de como
a luta por dignidade, sobrevivência e retorno estão presentes no dia-a-dia dos
palestinos de Sabra e Chatila. Da miséria e pobreza dos campos, Lucia descobre
a força da mulher palestina, sua determinação e coragem.
14 às 16 h - Usina do Gasômetro -
Casa Palestina
Sionismo, teoria e prática
Dr. Abdel Latif - Médico,
Conselheiro da FEPAL
Entidade promotora: FEPAL–
Federação Árabe Palestina do Brasil
O mundo que se autoproclama
civilizado adotou novos conceitos em relação a Israel: massacrar crianças
árabes é ato de autodefesa; campos de concentração para palestinos em Gaza e
Cisjordânia são Estado palestino; negar os direitos básicos dos palestinos a um
Estado livre e independente é garantia de segurança para Israel;
discriminação contra
os não judeus em Israel é necessário para manter o caráter judaico do Estado;
ter lei de retorno de dois mil anos a judeus e
negar o direito dos palestinos expulsos desde 1948 a
retornar é essência do Estado judeu; “democracia” que
exclui uma significativa parte da população (os não judeus) é “democracia” etc.
Esses conceitos e politicas praticadas por Israel tem sua origem no sionismo,
que desde o seu primeiro congresso em 1898, vem criando teorias e as praticando
de forma sistêmica e contínua.
16:30 às 18:30 - Usina
do Gasômetro – Casa Palestina
O Sarau Árabe-Palestino – A
Resistência da Milenar Cultura Palestina
Entidades promotoras: Instituto
Jerusalém do Brasil e
FEPAL – Federação Árabe Palestina
do Brasil
Com a participação de Gilberto
Abrão, Celso de Menezes, Claude Hajjar e Aída Gamal e Talita Vital e direção
de Ali
El-Khatib, Presidente do Instituto Jerusalém do Brasil.
O Sarau Árabe-Palestino tem
origens nas
Sahras. Sahra é o encontro noturno das famílias onde se conversa, se declama
poesias, se canta, se contam histórias e dançam. É uma atividade lúdica com
forte sabor de resistência dos valores familiares. Serão declamados poemas de
Mahmud Darwish, Fadwa Tukan e contação de estórias típicas das aldeias
palestinas e danças folclóricas. Será exibido o filme de Marcio Curi, A
ÚLTIMA ESTAÇÃO que
fez a abertura do Festival Internacional de Cinema de Brasília e participou do
Festival Internacional de Cinema de São Paulo.
19 às 23 h – Usina do Gasômetro –
Casa Palestina
ATIVIDADES AUTOGESTIONADAS PERMANENTES
DIAS 29, 30 E 01 - QUINTA,
SEXTA E SÁBADO
Mostra de Cinema Palestina Livre
Entidades promotoras:
BibliASPA – Biblioteca e Centro
de Pesquisa América do Sul-Países Árabes e
FEPAL– Federação Árabe Palestina
do Brasil
A Mostra de Cinema
Palestina Livre apresenta filmes ficcionais e documentários que retratam a dura
realidade do povo palestino, sua persistente resistência e identidade. As
tentativas de apagamento de sua história e identidade, assim como os efeitos da
ocupação das terras palestinas, constituem alguns dos temas desta Mostra, que
integra um amplo projeto de estudos acerca da Palestina. Os
filmes serão acompanhados de debates.
20 às 22:30 – Usina do Gasômetro
– Casa Palestina
Exposição “Charges de Carlos
Latuff”
Entidades promotoras:
BibliASPA – Biblioteca e Centro
de Pesquisa América do Sul-Países Árabes e
FEPAL– Federação Árabe Palestina
do Brasil
As charges realizadas por
Carlos Latuff abordam temas sociais e políticos do Brasil e do Mundo. Um dos
principais chargistas conhecidos internacionalmente, Latuff iniciou seu
trabalho como cartunista desenhando para um boletim sindical e permanece
trabalhando na imprensa sindical. Após viajar à Cisjordânia, na Palestina, em
1999, começou a dedicar-se a retratar a dura realidade do povo palestino,
buscando chamar a atenção pública para o lado mais desprivilegiado desse
embate. Atualmente, as charges de Latuff podem ser encontradas impressas em
jornais do mundo afora, nas mais diferentes línguas, ou em exposições como
esta.
9 às 22:30 – Usina
do Gasômetro – Casa Palestina
Palestina: Paisagem
Fragmentada
Entidades promotoras:
BibliASPA – Biblioteca e Centro
de Pesquisa América do Sul-Países Árabes e
FEPAL– Federação Árabe Palestina
do Brasil
A exposição “Palestina:
Paisagem Fragmentada” apresenta fotografias que demonstram violações de
direitos humanos cometidas por forças israelenses em diferentes localidades
palestinas, a discriminação sofrida por palestinos e as dificuldades que essa
população enfrenta no dia-a-dia, de crianças a idosos.
Entre outros temas, a exposição
aborda as revistas forçadas, os controles militares e as colônias construídas
ilegalmente em território palestino, entre outros efeitos da ocupação
israelense.
9 às 22:30 – Usina
do Gasômetro – Casa Palestina
Composições gráficas da
Palestina a partir de poesia
Entidades promotoras:
BibliASPA – Biblioteca e Centro
de Pesquisa América do Sul-Países Árabes e
FEPAL– Federação Árabe Palestina
do Brasil
Esta exposição, que
demonstra a força da resistência palestina em expressões artísticas como a
poesia e a arte visual, apresenta composições gráficas feitas pela artista
Janaina Elias a partir de versos do poeta palestino Mahmud Darwich utilizando o
gestual da escrita árabe e traduções em língua portuguesa publicadas pelas
Edições BibliASPA (Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul-Países
Árabes).
9 às 22:30 – Usina
do Gasômetro – Casa Palestina
Exposição interativa Uma
terra sem povo para um povo sem terra
BibliASPA – Biblioteca e Centro
de Pesquisa América do Sul-Países Árabes e
FEPAL – Federação Árabe Palestina
do Brasil
A exposição “Uma Terra Sem Povo
Para Um Povo Sem Terra” é composta de cartazes gráficos interativos sobre o
embate entre Israel e a Palestina. Produz um discurso visual em torno das
tensões sociais da vida cotidiana nesta região onde três continentes colidem e
propõe uma nova abordagem de pensamento sobre o conflito. O discurso é crítico,
mas também irônico e, de forma descontraída, expõe a situação atual, convidando
as pessoas a colorir os mapas e desenhos ao longo da exposição. Por
exemplo, mostra-se um mapa do território descontínuo e constantemente
interrompido da Palestina, ao lado da pergunta “Que território é este?” e das
opções A) ILHAS CARAÍBAS; B) ILHAS MAURÍCIO; C) ILHAS BORA BORA; D) PALESTINA.
A resposta vem acompanhada de texto explicativo sobre as restrições à
circulação e outra violações de direitos humanos. A exposição visa desconstruir
mitos como aquele que a nomeia.
9 às 22:30 – Usina
do Gasômetro – Casa Palestina
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
ISRAEL É UM ESTADO TERRORISTA E ASSASSINO
ISRAEL
NÃO É UMA DEMOCRACIA. É um país sem Constituição, em que o direito de cidadania
se confunde com a origem étnica e a crença religiosa. É um estado racista, em
que judeus e não-judeus não são iguais perante a lei e não têm os mesmos
direitos e deveres. Qualquer cidadão árabe pode ser preso a qualquer momento,
sem acusação formal ou direito de defesa, e permanecer meses prisioneiro,
submetido a tortura física e psicológica, sem o direito de receber advogado ou
familiares.
No
campo de concentração de ANSAR III, milhares de prisioneiros palestinos são
confinados, sem o respeito às cláusulas internacionais que salvaguardam
direitos de prisioneiros de guerra. Israel despreza todas as resoluções da ONU
que são contrásrias aos seus interesses, não assinou o Tratado de
Não-Proliferação de Armas Nucleares, não permite inspeções da AIEA à usina
nuclerar de Dimona e utiliza armas químicas contra populações civis, como as
bombas de fósforo branco, usadas no Líbano e na Palestina.
Israel
controla os recursos hídricos de Gaza e Cisjordânia, utilizando-os em seu
próprio benefício e reservando apenas o mínimo possível de água à população
palestina. São comuns os crimes ecológicos de Israel, como a destruição de
centenas de oliveiras cultivadas em territórios palestinos.
Em tempo:
dizer que em 1948 os judeus "retornaram à Palestina" é uma grande
mentira. O reino de Israel descrito na Bíblia existiu há 3 mil anos, e durou
apenas seis décadas. A civilização árabe-muçulmana palestina, por sua vez,
existe há 1.300 anos. Outra coisa: os judeus askenazis, brancos, loiros e de
olhos azuis, descendem dos khazares, povo europeu CONVERTIDO ao judaísmo e que
imigrou da Europa Oriental para a Alemanha e outros países europeus. Os
sefaraditas descendem de povos do Norte da África e da Espanha, também
CONVERTIDOS ao judaísmo. Os palestinos são originários da Palestina e foram
expulsos de suas casas e terras em 1948 para a criação artificial do estado
nazista de Israel, como base do imperialismo no Oriente Médio, para controlar
suas riquezas naturais e rotas de navegação.
DEPOIMENTO DE JOSÉ SARAMAGO
Pergunto-me
se esses judeus que morreram nos campos de concentração nazistas, esses que
foram perseguidos ao longo da História, esses que foram trucidados nos pogrons,
esses que apodreceram nos guetos, pergunto-me se essa imensa multidão de
infelizes não sentiria vergonha pelos atos infames que os seus descendentes vêm
cometendo. Pergunto-me se o fato de terem sofrido tanto não seria a melhor
causa para não fazerem sofrer os outros.
As pedras de Davi mudaram de mãos, agora são os palestinos que as atiram. Golias está do outro lado, armado e equipado como nunca se viu soldado algum na história das guerras, salvo, claro está, o amigo americano. Ah, sim, as horrendas matanças de civis causadas pelos chamados terroristas suicidas... Horrendas, sim, sem dúvida, condenáveis, sim, sem dúvida. Mas Israel ainda terá muito que aprender se não é capaz de compreender as razões que podem levar um ser humano a transformar-se numa bomba.
DEPOIMENTO DE MAHATMA GANDHI
O pedido por um lar nacional para os judeus não me
convence.
Por que eles não fazem, como qualquer outro dos povos do planeta, que vivem no país onde nasceram e fizeram dele o seu lar?
A Palestina pertence aos palestinos, da mesma forma que a Inglaterra pertence aos ingleses, ou a França aos franceses.
É errado e desumano impor os judeus aos árabes. O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Os mandatos não têm valor. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico.
O caminho mais nobre seria insistir num tratamento justo para os judeus em qualquer parte do mundo em que eles nascessem ou vivessem. Os judeus nascidos na França são franceses, da mesma forma que os cristãos nascidos na França são franceses.
Se os judeus não têm um lar senão a Palestina, eles apreciariam a idéia de serem forçados a deixar as outras partes do mundo onde estão assentados? Ou eles querem um lar duplo onde possam ficar à vontade?
Este pedido por um lar nacional oferece várias justificativas para a expulsão dos judeus da Alemanha. Mas a perseguição dos alemães aos judeus parece não ter paralelo na História. Os antigos tiranos nunca foram tão loucos quanto Hitler parece ser.
E ele está fazendo isso com zelo religioso. Ele está propondo uma nova religião de exclusivo e militante nacionalismo em nome do qual, qualquer atrocidade se transforma em um ato de humanidade a ser recompensado aqui e no futuro. Os crimes de um homem desorientado e intrépido, estão sendo observados sob o olhar da sua raça, com uma ferocidade inacreditável.
E agora uma palavra aos judeus na Palestina:
Não tenho dúvidas de que os judeus estão indo pelo caminho errado. A Palestina, na concepção bíblica, não é um tratado geográfico. Ela está em seus corações. Mas se eles devem olhar a Palestina pela geografia como sua pátria mãe, está errado aceitá-la sob a sombra do belicismo britânico. Um ato religioso não pode acontecer com a ajuda da baioneta ou da bomba. Eles poderiam estabelecer-se na Palestina somente pela boa vontade dos palestinos. Eles deveriam procurar convencer o coração palestino. O mesmo Deus que rege o coração árabe, rege o coração judeu. Só assim eles teriam a opinião mundial favorável às suas aspirações religiosas. Há centenas de caminhos para uma solução com os árabes, se descartarem a ajuda da baioneta britânica.
Como está acontecendo, os judeus são responsáveis e cúmplices com outros países, em arruinar um povo que não fez nada de errado com eles.
Eu não estou defendendo as reações dos palestinos. Eu desejaria que tivessem escolhido o caminho da não-violência a resistir ao que eles, corretamente, consideraram como invasão de seu país por estrangeiros. Porém, de acordo com os cânones aceitos de certo e errado, nada pode ser dito contra a resistência árabe face aos esmagadores acontecimentos.
Eles podiam chamar a atenção e o respeito do mundo por serem a criação escolhida de Deus, em vez de se afundarem naquela brutalidade sem limites
M. K. Gandhi Harijan, 26 de novembro de 1938
DEPOIMENTO DE MALCOLM X
A LÓGICA SIONISTA
Os sionistas tem o direito legal ou moral de invadir a Palestina arábica, expulsar seus cidadãos árabes de suas casas e apoderar-se de todos os bens dos árabes para si, apenas baseados na reivindicação "religiosa" de seus ancestrais que ali viveram há 3.000 anos atrás? Há apenas 1.000 anos atrás, os mouros viveram na Espanha. Isto daria aos mouros de hoje o direito legal e moral de invadir a Península Ibérica, expulsar os cidadãos espanhóis e assentá-los em nações marroquinas ... que fazia parte da Espanha, como os sionistas europeus fizeram como nossos irmãos e irmãs da Palestina?
Os sionistas tem o direito legal ou moral de invadir a Palestina arábica, expulsar seus cidadãos árabes de suas casas e apoderar-se de todos os bens dos árabes para si, apenas baseados na reivindicação "religiosa" de seus ancestrais que ali viveram há 3.000 anos atrás? Há apenas 1.000 anos atrás, os mouros viveram na Espanha. Isto daria aos mouros de hoje o direito legal e moral de invadir a Península Ibérica, expulsar os cidadãos espanhóis e assentá-los em nações marroquinas ... que fazia parte da Espanha, como os sionistas europeus fizeram como nossos irmãos e irmãs da Palestina?
Em resumo, o argumento sionista para justificar a atual ocupação da Palestina arábica não tem base legal ou intelectual na história e nem em sua própria religião. Onde está o Messias deles?
(Editado e re-impresso no The Egyptian Gazette - 17/09/1964)
terça-feira, 20 de novembro de 2012
A POESIA REBELDE DE MAIAKOVSKI
Quarta-feira, dia 21/11/12, das
19h30 às 21h
Debate entre Zoia Prestes e Adalberto Monteiro sobre o
livro-poema Lênin, de Maiakovski, publicado
pela primeira vez em livro no Brasil pela Editora Anita Garibaldi.
Entrada Franca.
Sala de Debates do Centro Cultural São Paulo -- rua Vergueiro, n. 1.000, próximo à estação do metrô.
GALERIA: NICOLLAS RANIERI
Nicollas Ranieri
nasceu em 1991, em Uberaba (MG), onde vive. Publicou o livro de poesia Fragmentos (2005) e colaborou em
revistas eletrônicas, como Algaravária
e Zunái. Participou dos eventos
literários Tordesilhas, Festival Ibero-Americano
de Poesia Contemporânea (2007) e I
Simpoesia (2008).
POEMAS DE NICOLLAS RANIERI
CENA
o ar queima
o mar arde
borboletas
cospem larvas
dragões vomitam
infernos
universos
sóis implodem
silêncio
uma mulher
se despe
se masturba
da vulva
às
vísceras
TENTAÇÃO
metais
elípticos
entre pêlos
de tigres
espinhos
venenos
facas afiadas
fio por fio
no rosto
da amada
faces que
falecem
rastros de
urânio em
explosão
rastros de
um crânio
supernovas
na terra
fendas es
feras aves
saindo e
entrando
ilusões de
um lagarto
no oceano
PEDRA
é uma pedra
mas maquie-a aborígine
e a vista com tecidos
ósseos musculares epiteliais
e com lã e seda e cetim
deixe que ela ultrapasse
a forma do casulo e do caracol
mais do que um molde ou fantoche
dê a ela uma vida postiça
alfabetize-a andrógina e lasciva
faça disso um exercício físico
contudo ela é seca – frígida –
hostil
e se esquiva: sua origem mineral
quer ser definida pelo tempo
ela quer ser terra, areia
e alheia nada revela
ela se recompõe
é uma pedra
APETITE
com uma arraia
tatuada em suas costas
(invadindo talvez
seus órgãos
e suas costelas)
com um olho místico
tatuado em seu púbis
com seus olhos de gato
com sua epiderme
deserto ela me diz
que fabricamos feras
sem saber que abortei
sua gravidez apocalipse
delicadamente usei faca e garfo
que atravessaram o parto
em seu ventre prato
com seus pêlos pubianos
com suas pálpebras
com seus poros
estéril ela me diz
que fabricamos feras
sem saber que abortei
sua gravidez apocalipse
e alimentaria essas feras
com suas cinzas
e lembranças
(mas agora
assexuadas
acéfalas
elas se fabricam
anômalas)
latejante ela me diz
que fabricamos feras
teia que consome
a aranha
LONTRA
sem saber ela
inicia seus jogos
(primeiro
no seu andar
dança
enigmas
depois
no seu infinito
dança
enigmas)
me lanço
- náufrago -
no encantamento
fulgor
- fogo -
onírico
que tatua o
pensar
música no
crepúsculo
de tudo
máscaras
esfinge
- efígie -
nô - non
sense
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
GALERIA: ANDRÉA CATRÓPA
Andréa Catrópa (São Paulo, 1974) é doutoranda em
Teoria Literária (FFLCH-USP). Dirigiu o programa de rádio sobre poesia
contemporânea Ondas Literárias e publicou o livro de poemas Mergulho
às avessas (Lumme Editor:2008).
POEMAS DE ANDRÉA CATRÓPA
cicatriz
apendicite cesárea expulsão
do amor do filho
morto
linha a linha
contada
adorno exato
que impede
de varrer pra baixo
da pele
a dor transformada em alfabeto
de traço cor e carne
a queda
basta um martelo
e o gesto torna
o golpe mais vero
otrabalho o tempo
da argila sólida em forma
de meticulosa pilha
basta a palavracom pontas
mal aparadas ou
pouco mais viscosa e todas
as outras, bordadas, acolchoadas
(preservar ouvidos)
agora dilatadas
sufocam ferem como
prenúncio perverso passamanarias
perfeitas de seda cabeça pendente
artérias de mariaantonieta
álbum de retratos
puxar os fios
do seu cabelo
alinhar
a desgraça a discórdia
assim tão claros
são camadas
vê?
os cabelos
de hoje como aqueles
salgados na praia
o desconforto
lembra
era prenúncio
era bala
no pente
só agora
acho que não
deixar seus dedos
tantos anos
assim
em um mesmo
gatilho
é acreditar demais
na inevitabilidade
arranjar palavras
obediência boba
puppettheatre
dos astros
não eu não você
não sabia
e naquele dia
o sol faiscava
o sal todas as
joias falsas
seu olho
bola de gude
globo vazio
boneca
atualque cega
celuloide
desbotada
tarde
a dor se
compartilha como
joia de família [seu sussurro
,filho,
soa como o mar
preso à concha]
justamente
nesta hora
sinalizadores
falham e eu
apenas
conduzo
o seu acidente
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