sábado, 22 de setembro de 2012


Dom João VI (nome completo: João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança) criou em 1808 a Imprensa Régia. Conforme diz a Wikipédia, "a Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro jornal publicado em território nacional, começa a circular em 10 de setembro de 1808, impressa em máquinas trazidas da Inglaterra". Sob a direção do tucano imperial Dom Otávio Mesquita Frias Marinho, o tabloide publicava notícias favoráveis ao Império, à Casa Real, à aristocracia e aos grandes proprietários de terras, omitindo qualquer informação que contrariasse tais interesses. Dois séculos e quatro anos mais tarde, a régia imprensa tucana não mudou em absolutamente nada.




"O francês Max Leclerc, que foi ao Brasil como correspondente para cobrir o início do regime republicano, assim descreveu o cenário jornalístico de 1889: 'A imprensa no Brasil é um reflexo fiel do estado social nascido do governo paterno e anárquico de D. Pedro II: por um lado, alguns grandes jornais muito prósperos, providos de uma organização material poderosa e aperfeiçoada, vivendo principalmente de publicidade, organizados em suma e antes de tudo como uma emprêsa comercial e visando mais penetrar em todos os meios e estender o círculo de seus leitores para aumentar o valor de sua publicidade, a empregar sua influência na orientação da opinião pública. (...) Em tôrno deles, a multidão multicor de jornais de partidos que, longe de ser bons negócios, vivem de subvenções dêsses partidos, de um grupo ou de um político e só são lidos se o homem que os apoia está em evidência ou é temível'." (Fonte: Wikipédia)



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ZUNÁI, REVISTA DE POESIA E DEBATES




ZUNÁI, REVISTA DE POESIA E DEBATES

Ano VII, edição XXV, setembro de 2012


O cavaleiro das palavras estranhas, Milton Hatoum

A beleza será convulsiva ou não será: a rebelião da nudez no Facebook, Célia Musilli

Gullar, Leminski e as disputas poéticas da literatura brasileira, Wilton Cardoso

Como reverter a lei da gravidade: uma leitura de adivinhação da leveza, de Duda Machado, Simone Homem de Mello 

Entrevista: Uma conversa com Claudio Willer

Tradução: James Joyce, Chyio-Ni, Hart Crane, Du Fu, Rafael Toriz, Johann Wolfgang von Goethe, Tenessee Williams, Erich Fried, Gottfried August Burger

Prosa: contos de Greta Benitez, Hudson Santos, Ludmila Rodrigues, Susan Blum

Opinião: Cadernos da Palestina (III): os 30 anos do massacre de Sabra e Chatila

Galeria: Carla Ramos

Poetas brasileiros: Claudio Willer, Ademir Assunção, Adriana Zapparoli, Paula Freitas, Marceli Andresa Becker, Nuno Rau, Raul Macedo, Wesley Peres, Lalo Arias, Homero Gomes, Lara Amaral, Sandrio Cândido, Ian Lucena, Janaína Barão, Guilherme Gontijo Flores, Gabriel Resende Santos

Zunái, Revista de Poesia & Debates: www.revistazunai.com.

Preço: Inefável; inconcebível.

Onde encontrar: no ciberespaço, essa “Gran Cualquierparte” (Vallejo).

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

HENRY MILLER, CENSURADO 50 ANOS DEPOIS


Olá, censor! Agradeço por sua visita ao meu mural no Facebook! Notei que você não apreciou uma foto do escritor norte-americano Henry Miller que publiquei aqui, confundindo um documento histórico com pornografia, e acredito que isso se deva à sua ignorância em relação à arte e literatura (caso contrário, jamais exerceria o infame ofício da censor, alimentado por outra atividade não menos desprezível, a do delator). Para evitar que você passe vergonha censurando outras imagens e textos de valor artístico, sugiro que, antes de aplicar a pena autoritária do bloqueio a algum usuário, procure conhecer um pouco mais sobre o que choca a sua finíssima sensibilidade. Em relação a Henry Miller, que você desconhece (sugiro que leia os romances dele, como Trópico de Câncer), publico aqui trechos da Wikipédia, para você tomar conhecimento, por mínimo que seja, desse consagrado escritor norte-americano. Leia, censor! Não existe pior prisão do que a da ignorância.  

"Henry passou sua infância na Avenida Driggs em Williamsburg, Brooklyn, Nova Iorque. Mais tarde em sua juventude, era ativo no Partido Socialista (seu ídolo era o socialista negro Hubert Harrison). Tentou vários tipos de serviços e, por curto período, frequentava aulas no City College of New York. Tanto em 1928 quanto em 1929, passou diversos meses em Paris com sua segunda esposa, June Edith Smith (June Miller). Se mudou sozinho para Paris no ano seguinte, onde morou até a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Ele viveu em condições precárias, dependendo da benevolência de amigos, tais como Anaïs Nin, que tornou-se sua amante e financiou a primeira impressão do Trópico de Câncer em 1934.

O livro sofreu dificuldades de distribuição, sendo banido em alguns países sob a acusação de pornografia. No outono de 1931, Miller trabalhou na Chicago Tribune (edição parisiense) como revisor, graças a seu amigo Alfred Perlès que trabalhou lá. Miller obteve a oportunidade de apresentar alguns dos seus artigos sob o nome de Perlès, desde que somente a equipe editorial era autorizada a publicar no jornal em 1934.Seus trabalhos relatos detalhados de experiências sexuais e seus livros trouxeram muito a discussão livre de assuntos de cunho sexual, na literatura norte americana, partindo tanto de restrições legais e sociais.

Ele continuou a escrever romances que foram banidos nos Estados Unidos sob acusação de obscenidade. A maior parte de sua obra gira em torno de sua segunda esposa June Mansfield. Em especial a trilogia Crucificação Encarnada. O casal se separou em 1934. Henry voltaria a se casar outras vezes. Durante a Segunda Guerra Mundial voltou para os Estados Unidos. Passou a ser um escritor prolífico e obteve grande sucesso após a liberação de suas obras na década de 60. Um memorial dedicado a sua obra é mantido em Big Sur, Califórnia, onde morou de 1944 a 1962. O governo Brasileiro proibiu a venda da tradução de Trópico de Câncer na década de 70, porém o livro permanecia sendo vendido no original em inglês. Otto Maria Carpeaux seria um responsável pela divulgação e reconhecimento literário das obras de Miller no país."

terça-feira, 11 de setembro de 2012

MAIAKOVSKI FAZ HOMENAGEM A LÊNIN EM POEMA TRADUZIDO PELA 1ª VEZ NA ÍNTEGRA


Poema contém imagens grandiosas, que se tornaram marca da poética do russo

Aurora F. Bernardini

A morte de Lenin, ocorrida em 21 de janeiro de 1924, foi um duro golpe para o extraordinário poeta russo Vladímir Maiakóvski (1893-1930), então ainda esperançoso quanto ao futuro glorioso da Revolução Bolchevique e ao papel que nela desempenharia. De fato, ele havia recém-organizado, com seus amigos futuristas, a famosa Frente Esquerda das Artes, "que deveria aliar arte revolucionária e luta pela transformação social (...), contando com nomes como Eisenstein, Pasternak, Dziga-Viértov, Isaac Babel, Óssip Brik, Assiéiev, Ródtchenko, etc." (cf. Boris Schnaiderman em Maiakóvski - Poemas, 1967 e 1972); colaborava intensamente com a imprensa, declamava, compunha poemas, peças, roteiros de cinema, pintava cartazes - tudo isso com o apoio do Comissário da Instrução Pública A. V. Lunatchárski, que haveria de lhe faltar no futuro.
 
O poeta participou dos movimentos artísticos de vanguarda da Rússia e se suicidou em 1930

Infelizmente, como se verificou mais tarde, o esforço para levar às massas a sua poesia - de repente considerada "incompreensível" por estudantes que repetiam velhas acusações - acabou não tendo êxito. Junte-se isso a uma série de fatores adversos - o desinteresse em relação à sua obra por parte das autoridades, da imprensa e das agremiações literárias; as polêmicas com a Rapp (a Associação Russa dos Escritores Proletários); a desilusão com o andamento da revolução e com Lila Brik, seu grande amor; a depressão; as sucessivas afecções da garganta, etc. - e é possível compreender um pouco mais por que Maiakóvski tenha se suicidado, em 14 de abril de 1930.

"Quando eu morrer, vocês vão ler meus versos com lágrimas de enternecimento", previu o poeta. Foi o que ocorreu, dentro e fora da extinta União Soviética, incluindo o Brasil - onde acaba de ser lançado o seu longo poema Vladimir Ilitch Lenin, pela primeira vez traduzido na íntegra, diretamente do russo, no País.
Maiakóvski terminou esse trabalho entre abril e outubro de 1924, logo após a morte do homenageado, cuja saúde, conforme é sabido, já era frágil havia anos, em razão de uma bala alojada em seu pescoço, resultado de um atentado cometido por Fania Kaplan em 1918 e, sobretudo, por conta de um derrame, ocorrido em 1922.

Trata-se de um poema para lá de engajado, no qual o poeta rememora os principais passos do "grande estrategista" (assim ele o chama, colocando-o à altura da importância de Marx, o "teórico"), num retrato de sua vida, desde antes do seu nascimento, no Volga distante. Há, nos versos, toda uma descrição da gênese e dos "males" do capitalismo: a espoliação, as falsas utopias, as crises, a impotência. Há, também, a esperança no Partido Comunista, espinha dorsal da classe operária, Há, ainda, a figura de Stalin, a Nova Política Econômica, os Kulaks, a 1.ª Guerra Mundial, o Komintern, o tiro, a morte, a dor, o legado.

Embora didático, é possível encontrar em Vladimir Ilitch Lenin muitas das imagens grandiosas que se tornaram a marca da poética de Maiakóvski.

"As pessoas são barcos./Apesar de estarem no seco./Viverás/ o teu,/enquanto/ uma variedade/de conchinhas sujas/gruda/em nossos/cascos. E depois,/ ao superar/a tempestade em fúria,/sentas/bem junto ao sol,/ e limpas/as barbas verdes/de algas/e o/muco carmim das medusas." Assim lemos alguns dos versos mais vigorosos do livro na tradução contida e sóbria de Zoia Prestes (filha de Luiz Carlos Prestes), que a dedicou ao PC russo. Contida, às vezes, até demais: "Temo por ele/como menina dos olhos,/para que não/seja/caluniado pela beleza" ("dos confetes", acrescenta o original). É verdade que um dos aspectos que mais saltam aos olhos no idioma russo vem a ser o seu caráter sintético - mormente em Maiakóvski. Na hora de traduzir, contudo, é preciso encontrar soluções que, sem perder de vista o poder de síntese da língua, não levem a omissões de sentido. Por outro lado, como os fatos históricos mencionados ao longo do poema estão longe de ser moeda corrente para um público amplo, notas de rodapé mais extensas seriam bem-vindas.


VLADIMIR ILITCH LENIN: POEMA
Autor: Vladimir Maiakovski
Tradução: Zoia Prestes
Editoras: Anita Garibaldi e Fundação Maurício Grabois
(234 págs., R$ 80)


Matéria publicada originalmente no jornal O Estado de S. Paulo


Leiam também o artigo de Adalberto Monteiro publicado no Portal Vermelho, na página http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=192028&id_secao=11

sábado, 8 de setembro de 2012

UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE


O massacre de 3.500 civis palestinos nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, no Líbano, realizado por milícias falangistas com o apoio do exército israelense, que ocupava o país, comemora 30 anos em setembro deste ano. Em homenagem às vítimas dessa atrocidade, serão realizadas várias atividades culturais em São Paulo. No dia 18, às 20h, haverá um debate com Emir Mourad, diretor da Fepal – Federação Árabe Palestina – e o jornalista Nataniel Braia, do jornal Hora do Povo, seguido da exibição do premiado filme Valsa com Bashir, de Ariel Forman, no auditório do clube Homs, na Avenida Paulista, n. 735. No dia 21, será inaugurada a exposição fotográfica Palestina: a ferida aberta, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, com um recital poético apresentado pelo poeta Claudio Daniel e por Paulo Farah,  professor de língua e literatura árabes na Universidade de São Paulo. A próxima edição da revista Zunái publicará fotos e textos sobre o massacre nos Cadernos da Palestina, que se encontram no link Opinião.  

30 ANOS DE IMPUNIDADE – ISRAEL E O MASSACRE DE SABRA E CHATILA




Luciana Garcia de Oliveira* 

“Escute, eu sei que você está gravando, mas eu pessoalmente gostaria de ver todos eles mortos ... Eu gostaria de ver todos os palestinos mortos porque são uma doença em qualquer lugar que vão.”
Tenente do Exército israelense, Líbano, 16 de junho de 1982.

Três décadas se passaram do episódio considerado como um dos mais sangrentos nas últimas décadas. Mesmo diante de um crime de enorme proporção, são muito poucos que conhecem de fato a história das guerras do Líbano com todos os detalhes. Talvez esse seja o motivo pelo qual, o cenário do que foram os campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, tenha tido poucas mudanças efetivas. De acordo com diversos correspondentes internacionais que visitam esses locais hoje, os cerca de 13 mil refugiados que vivem em Chatila, além de conviverem com os traumas do passado, sobrevivem com um presente de miséria e abandono.

A mudança deve-se ao fato de que Sabra deixou de ser reconhecido como campo de refugiados, convertendo-se em um dos bairros mais miseráveis de Beirute, sem que haja reconhecimento desses locais como parte do país. Não há coleta de lixo e nem quaisquer serviços públicos, o que torna a situação de moradia e saúde muito mais alarmante do que podemos imaginar.

O pouco conhecimento se deve principalmente ao fato de haver poucos vestígios das lembranças do massacre de Sabra e Chatila. Mesmo diante do boicote israelense na época, as imagens ainda existentes em vídeos e fotografias, podem traduzir com fidelidade o desespero dos sobreviventes diante de centenas de corpos empilhados e ou enfileirados nas ruas estreitas de terra, cercada por casas simples e muitos barracos.

Lembranças traumáticas vividas à partir da noite do dia 16 de setembro de 1982, no instante em que os refugiados palestinos foram surpreendidos com a iluminação de sinalizadores de fogo disparados no céu, clareando a noite. Nessa altura, a população dos campos não pode imaginar o que seriam as primeiras movimentações israelenses para proteger e garantir a entrada das forças falangistas (milícias da extrema direita cristã libanesa) nos campos de refugiados.

O medo e o terror foram imediatamente instalados, quando muitos tanques cercaram a entrada e a saída dos campos. A partir daí Israel e as milícias falangistas deram início à 62 horas de pura violência contra a população civil palestina. Estima-se que esse episódio tenha tido no mínimo, um saldo de 3 mil mortes, entre idosos, mulheres e crianças, em sua maioria.

Israel teria invadido o Líbano em represália ao assassinato de um embaixador de Israel em Londres por um palestino que supostamente vivia no campo de Chatila. Dentro desse mesmo contexto de guerra civil libanesa, o Exército israelense entra em acordo com os chefes das milícias cristãs para viabilizar a invasão dos dois campos de refugiados. O agravante estaria na constatação de que pouco dias antes do atentado, Israel e Palestina haviam assinado um cessar fogo, intermediado por um enviado norte-americano, Philip Habib, que resultou no consentimento palestino pela saída de todos os integrantes da Organização de Libertação da Palestina (OLP) da capital libanesa. Fato que reafirma o massacre civil de uma população absolutamente indefesa.

Naquele instante, o então Ministro da Defesa de Israel não cumpriu com o acordo e permitiu que a Falange entrasse nos campos e realizasse o massacre. Ao mesmo tempo, o Exército de Israel detinha o controle da entrada e saída dos campos. Testemunhas relataram que muitas mulheres grávidas e com crianças de colo foram sumariamente impedidas de saírem dos campos. Alguns dias após o massacre e ainda durante o cerco em Beirute, a OLP acusou Israel de empregar táticas semelhantes às utilizadas por Adolf Hitler contra os judeus, durante a Segunda Guerra Mundial.

Os responsáveis pelo massacre nunca foram punidos. Ariel Sharon, chegou a ser condenado pelas Nações Unidas, porém nunca foi penalizado de fato. Ao contrário, continuou exercendo impunemente sua carreira política em diversos cargos dentro do Ministério de Israel.

A impunidade e a injustiça estão absolutamente divulgados no chamado relatório da comissão Kahan, datado de 1983, documento pelo qual o jornalista Robert Fisk não se furtou em classificar o massacre como o resultado “da obsessão selvagem de Israel com o terrorismo”. Em sua obra Pobre Nação ressaltou: “Os israelenses retrataram o documento como uma poderosa evidência de que sua democracia ainda brilhava como um farol sobre as ditaduras dos outros Estados do Oriente Médio” (FISK, 2001, p. 518). Mesmo diante dessa constatação, ao analisar o texto desse documento oficial, é possível concluir que trata-se, acima de tudo, de um documento extremamente falho e tendencioso em seu conteúdo. A começar com o título: sobre “os eventos nos campos de refugiados”, ao invés de qualifica-lo como massacre, sem ao menos mencionar a palavra palestino.

E por falar em terrorismo tão repetidas vezes, os autores do relatório Kahan demostravam que haviam esquecido a regra básica que todos os invasores do Líbano deveriam aprender: “que, ao se tornar amigo de um grupo terrorista, você também se torna terrorista” (FISK, 2001, p. 523). A informação é a arma mais eficaz para que a impunidade não prevaleça e a história jamais seja esquecida.

(*) Integrante do Grupo de Trabalho sobre o Oriente Médio e o Mundo Muçulmano do Laboratório de Estudos sobre a Ásia da Universidade de São Paulo (LEA-USP).



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A ROCHA REFLETIDA NOS OLHOS DO ROUXINOL


 
Caros, confiram um caderno especial sobre o haicai publicado há algum tempo na Zunái, Revista de Poesia e Debates, na página http://www.revistazunai.com/materias_especiais/haicais/index.htm

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O HAICAI: SUA CRIAÇÃO


 
Orientador: Claudio Daniel
Objetivo: apresentar a história, conceitos, filosofia estética e construção formal do haicai, poema breve japonês surgido no século XVII. Além das aulas teóricas, haverá discussão dos poemas produzidos pelos alunos.
  
De 04 de setembro a 25 de outubro
Terças e quintas
Das 19h às22h
Local: Escola de Teatro – Praça Roosevelt, 210 – Centro, São Paulo (SP)


BIBLIOGRAFIA DO CURSO:

BASHÔ, Mstsuo. Sendas de Oku. São Paulo: Roswitha Kempf Editores, 1983.

BASHÔ, Matsuo. Trilha estreita ao confim. Trad.: Alberto Marsicano. São Paulo: Iluminuras, 1997.

CAMPOS, Haroldo de. A operação do texto. São Paulo: Perspectiva, 1976.

CAMPOS, Haroldo de. A arte no horizonte do provável. São Paulo: Perspectiva, 1977.

CAMPOS, Haroldo de. Ideograma. São Paulo, Edusp, 2000.

CAMPOS, Haroldo de. Hagoromo de Zeami. São Paulo: Estação Liberdade, 1993.

FRANCHETTI, Paulo, DOI, Elza Taeko e DANTAS, Luiz. Haikai. Antologia e história. Campinas: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 1990.

GOGA, H. Masuda. O Haicai no Brasil. São Paulo: Massao Ohno, 1988.

HAMMITZSCH, Horst. O zen na arte da cerimônia do chá. São Paulo: Pensamento, 1993.

HERRIGEL, Eugen. A arte cavalheiresca do arqueiro zen. São Paulo: Pensamento, 1989.

HERRIGEL, Eugen. O caminho zen. São Paulo: Pensamento, 1990.

HERRIGEL, Gusty L. O zen na arte da cerimônia das flores. São Paulo: Brasiliense, 1995.

LEMINSKI, Paulo. Bashô, A lágrima do peixe. São Paulo: ed. Brasiliense, 1983.

MARSICANO, Alberto. Haikai. São Paulo: Editora Oriento, 1988.

MENDONÇA, Maurício Arruda. Trilha forrada de folhas. Nenpuku Sato, um mestre de haikai no Brasil. São Paulo: Ciência do Acidente, 1999.

PAZ, Octavio. Signos em rotação. São Paulo: Perspectiva, 1996.

PEIXOTO, Afrânio: Missangas. Poesia e folclore. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1931.
                            
PEIXOTO, Afrânio: Trovas populares brasileiras. 1919.

RUIZ, Alice. Dez hai kais. Florianópolis: Editora Noa Noa, 1981.

SAITO, Roberto, GOGA, H. Masuda e HANDA, Francisco. Cem haicaístas brasileiros. São Paulo: Massao Ohno Editor, 1990.

VERÇOSA, Carlos. Oku: viajando com Bashô. Salvador: Secretaria de Cultura e Turismo do Estado da Bahia, 1996.

WATTS, Alan. O espírito do zen. São Paulo: L&PM, 2008.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O GAROTO DE RECADOS VIRTUAL


Olá, hacker! Agradeço pela gentileza da visita que você fez à minha página no Facebook hoje, às 07h30, de São Paulo. Espero que tenha gostado de minhas postagens, comentários e mensagens privadas. Por favor, diga ao juiz da Vara de Pinheiros, que mora na Praça Villaboim, que se ele quiser saber mais sobre a minha vida particular, profissional, política ou literária ele pode me perguntar pessoalmente! Sei coisas terríveis a meu respeito e terei o maior prazer em informá-lo a respeito de tudo sobre mim. 

Há braços,

CD

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

IMAGENS DO JAPÃO NA POESIA MODERNISTA BRASILEIRA



Caros, confiram meu artigo Imagens do Japão na Poesia Modernista Brasileira na nova edição da revista Eutomia, na página http://www.revistaeutomia.com.br/v2/wp-content/uploads/2012/08/Imagens-do-Jap%C3%A3o-na-poesia-modernista-brasileira_p.59-73.pdf

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

GALERIA: RACHEL CORRIE


EM MEMÓRIA DE RACHEL CORRIE: ESTADO DA PALESTINA JÁ


O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz  –  Cebrapaz –  vem a público repudiar mais uma injustiça perpetrata pelo Estado sionista de Israel.

No último dia 28 de agosto, o Tribunal israelense de Haifa, julgou como inocente o Estado de Israel sobre a morte da ativista Rachel Corrie, morta em 2003, aos 23 anos, quando se colocou diante de uma escavadeira do exercito israelense, tentando impedir o derrubamento de casas palestinas em Gaza.

Para justificar o fato de que o piloto da escavadeira tenha passado três vezes por cima do corpo da ativista, o juiz de Haifa argumentou que o incidente foi ocasionado em um contexto que denominou de uma "situação em tempo de guerra." Buscando cinicamente culpar à própria ativista por sua morte.

Na morte da ativista Rachel Corrie, não é um caso isolado. Situações como a sua se repetem ao cotidiano nos territórios ocupados por Israel. Trata-se de mais um crime dos que lutam em defesa da legitima causa palestina.

O gesto heróico da jovem Rachel Corrie chama a atenção da situação em que vivem os palestinos e dos inúmeros crimes dos quais são vitimas. Expressamos nossa solidariedade a seus familiares e afirmamos que a melhor forma de lembrar sua existência é fortalecendo a luta pelo fim das ocupações e pela constituição do Estado da Palestina Já.

Neste sentido reafirmamos nosso compromisso de construir o Fórum Social Mundial Palestina Livre, momento histórico da solidariedade à causa palestina, que será realizado entre os dias 28 a 30 de novembro da cidade de Porto Alegre, Brasil.

Em memória a Rachel Corrie, seguiremos em luta.

Em defesa do Estado da Palestina Já.

Socorro Gomes

terça-feira, 28 de agosto de 2012


UM DIA INFAME



O tribunal israelense de Haifa determinou hoje que a morte da ativista norte-americana Rachel Corrie em 2003 foi "acidental". Corrie, de 23 anos, morreu atropelada por uma escavadeira do exército de Israel enquanto tentava impedir a destruição de casas de civis palestinos no campo de Rafah, na Faixa de Gaza. A escavadeira passou três vezes em cima de seu corpo. No veredito, o juiz do caso afirmou que a morte de Corrie foi um “acidente lamentável”, e eximiu o Estado de Israel de qualquer culpa no episódio. Os pais da americana, Craig e Cindy, abriram um processo criminal acusando o Estado de Israel de matar Corrie intencionalmente e, depois, de ter falhado em conduzir uma investigação confiável. Em 2003, um relatório do exército israelense também concluiu que a morte da ativista havia sido acidental. Este é mais um crime do regime sionista. Um dia, haverá outro tribunal em Nuremberg, para julgar os novos discípulos de Hitler.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

UM PROJETO DE INCENTIVO À LEITURA E À CRIAÇÃO LITERÁRIA



Jamil Murad, vereador do Partido Comunista do Brasil (PC do B), protocolou neste ano na Câmara Municipal de São Paulo um importante projeto de lei: o Programa Permanente de Incentivo à Leitura. Ao justificar seu projeto, o parlamentar comunista, que considera a literatura essencial para a formação da cultura de um país, defendeu que “ela colabora para o desenvolvimento das capacidades de imaginação, percepção, reflexão e criatividade; mantém vivos o idioma pátrio e os processos comunicativos e promove a formação crítica e histórica do cidadão”. Segundo o vereador, “a literatura de um país é patrimônio valioso de todos os cidadãos. Facilitar o acesso à produção literária é fortalecer um direito da comunidade e contribuir para o desenvolvimento da sociedade”. Num país como o Brasil, onde os índices de alfabetização e de leitura ainda são preocupantes, “é vital que os estados e municípios invistam em políticas públicas para a formação de leitores, incluindo todos os segmentos da cadeia produtiva da literatura e do livro – a saber, autores, editoras, livrarias, bibliotecas, escolas e outras instituições de educação e cultura”, enfatiza (o projeto pode ser lido na íntegra na página http://www.jamilmurad.com.br/site/component/content/article/1-noticias/621-projeto-incentivo-leitura.html). Em apoio à iniciativa do vereador, poetas e escritores se reuniram com o parlamentar em seu gabinete e divulgaram uma petição on line que já soma 125 assinaturas (http://www.peticaopublica.com.br/?pi=PCDOB12). Um dos signatários, Júlio Leocadio Tavares das Chagas, que é diretor de cultura da prefeitura municipal de Diadema, registrou o seguinte comentário: "Estamos desenvolvendo junto com o Sindicato dos Metalúrgicos e o Ministério da Cultura o programa Leitura nas Fábricas, já implantado em mais de 20 fábricas em Diadema, São Bernardo, Ribeirão Pires e Salvador (Bahia). Estamos totalmente de acordo com a proposta apresentada pelo vereador". No Facebook, foi criado um grupo aberto de apoio ao projeto, chamado Movimento Literatura para Todos, com 305 membros, e está sendo organizada uma caravana de escritores para acompanhar a votação do projeto, prevista para acontecer até o final do ano.

sábado, 25 de agosto de 2012

MENSAGEM DO ARMANDO


"Excêntrico. Vicinal. Ímpar. Singular. Ao acabar de ler Cores para cegos, essas quatro palavras vieram instantâneas. Excêntrico porque como todo poeta de verdade você criou a sua língua, desentranhada da linguagem de todo dia. Vicinal porque ao fazer isso inventou um caminho alternativo de grande rendimento, o chamado "caminho das pedras", que faz com que alcance o pretendido mais depressa. Ímpar porque ao se articular assim ganha forte marca autoral. Singular porque com a identidade formada não teme perder-se no caminho novo em folha."

(Mensagem que recebi ontem do poeta Armando Freitas Filho, sobre meu livro Cores para cegos, publicado há pouco pela Lumme Editor.)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO DA CURADORIA DE LITERATURA E POESIA DO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO




Praça Mário Chamie (Bibliotecas) – Menu de Poesia
Sexta-feira, dia 14/09/12, das 20h30 às 22h 
Recital dedicado à obra do poeta brasileiro Haroldo de Campos, um dos iniciadores do movimento da Poesia Concreta, com organização de Maria Alice Vasconcelos e a participação dos poetas Frederico Barbosa (palestrante), Claudio Daniel, Susanna Busato, Beatriz Helena Ramos Amaral, Lelia Maria Romero, Neuza Pommer, Márcia Etelli Coelho, Ethel Naomi, Charles Gentil e dos músicos: Katia Rua, Francisco Benedetti e Joel Costa Mar.

Sala de Debates – Clube de Leitura de Poesia
Quarta-feira, dia 19/09/12, das 19h30 às 21h 
O poeta e dramaturgo Contador Borges conversará com o público sobre a sua carreira literária e fará uma leitura de seus poemas. Em seguida, o público será convidado a fazer perguntas ao poeta, num bate-papo informal.

Praça Mário Chamie (Bibliotecas) – Poemas à Flor da Pele
Sexta-feira, dia 21/09/12, das 20h30 às 22h 
Sarau poético realizado pelo grupo Poemas à Flor da Pele, com a participação de músicos e atores. Haverá também o lançamento de livros de poesia de novos autores.

Paradas em Movimento: Videopoéticas
Mostra de poesia visual, digital e videopoesia, com a curadoria de Elson Fróes, que tem como proposta apresentar trabalhos de poetas brasileiros contemporâneos que exploram as novas linguagens eletrônicas, que permitem a integração entre som, imagem, palavra e movimento. A mostra reúne trabalhos de Arnaldo Antunes, Lenora de Barros, André Vallias, Eduardo Kac, Marcelo Sahea, Gabriela Marcondes, Márcio-André, entre outros poetas.A exposição acontece em telas de plasma distribuídas no espaço das bibliotecas e salas expositivas do CCSP.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

I SEMINÁRIO DE AÇÃO POÉTICA




 O I Seminário de Ação Poética, realizado entre os dias 14 e 17 de agosto, organizado pelo Centro Cultural São Paulo e pela Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, recebeu um público total de 1.350 pessoas, que assistiram aos debates, recitais, shows e performances do evento, transmitido pela TV Web do CCSP em tempo real. Todas as atividades foram gratuitas. Participaram do seminário 50 poetas, professores, jornalistas e críticos literários de vários estados do país, como a carioca Claudia Roquette-Pinto, o mineiro Ricardo Aleixo, os pernambucanos Pedro Américo e Micheliny Verunschk, os paranaenses Ricardo Corona e Rodrigo Garcia Lopes, o gaúcho (radicado na Paraíba) Lau Siqueira e o paulista Claudio Willer. Durante o Seminário, aconteceu uma feira de livros de poesia na Casa das Rosas, com lançamentos de livros e revistas (Coyote e Mallarmargens) e da plaquete Desvio ao vermelho: treze poetas brasileiros contemporâneos, organizada por Marceli Andresa Becker, publicada pela coleção Poesia Viva, editada pelo Centro Cultural São Paulo. O evento contou ainda com shows musicais de Péricles Cavalcante e Rodrigo Garcia Lopes e com uma mostra de videopoesia, com curadoria de Elson Fróes, chamada Videopoéticas, ainda aberta à visitação no CCSP, que inclui trabalhos de poesia eletrônica criados por Arnaldo Antunes, André Vallias, Marcelo Sahea, Lenora de Barros, Márcio-André, entre outros autores. Os debates que aconteceram durante o seminário abordaram as relações entre a poesia e as instituições culturais, as editoras, a universidade e a mídia, além de debates abertos com poetas de diferentes gerações e estilos, como subsídios para a elaboração de um documento em defesa da poesia.