sexta-feira, 30 de março de 2012

UM POEMA DE CÉLIA ABILA


GNOMO OU SER ÍGNEO


Quando o nove é atributo
do quatro submerso,

o número descrito é frio,

não há espírito ou reflexo

mas crença na natureza.


A palavra entoa e refresca

a caverna acantoada,

nove ou seis (animalesco),

onde rio e sua lei

transportam estrela assombrosa

incontáveis vezes.

Homem nascido do verde

dialoga com água e grafismo.


Sombras de pêndulo ou forquilha

atiram as pedras em ângulos;

invertem sonâmbulo nome

em venerada era,

seis ou nove,

gnomo ou ser ígneo;

espelho em jardim de espera.


(poema de Célia Abila)

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